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O gato (Felis silvestris catus),
também conhecido como gato caseiro, gato
urbano ou gato doméstico, é um animal
da família
dos felídeos, muito
popular como animal
de estimação. Ocupando o topo da cadeia
alimentar, é um predador
natural de diversos animais, como roedores, pássaros,
lagartixas e alguns
insetos.
A primeira associação com os humanos da
qual se tem notícia ocorreu há cerca de 9.500 anos, mas a
domesticação dessa espécie oriunda do continente africano[1][2]
é muito mais antiga. Seu mais primitivo ancestral conhecido é o
Miacis, mamífero que
viveu há cerca de 40 milhões de anos, no final do período Paleoceno, e que
possuía o hábito de caminhar sobre os galhos das árvores. A
evolução do gato deu origem ao Dinictis, espécie
que já apresentava a maior parte das características presentes nos
felinos atuais.[3]
A sub-família Felinae, que agrupa os
gatos domésticos, surgiu há cerca de 12 milhões de anos,
expandindo-se a partir da África
subsaariana até alcançar as terras do atual Egito.[4]
Existem cerca de 250 raças de gato-doméstico, cujo peso variável
classifica a espécie como animal doméstico de pequeno a médio
porte. Assim como cães com estas
dimensões, vive entre quinze e vinte anos. De personalidade
independente, tornou-se um animal de companhia em diversos lares ao
redor do mundo, para pessoas dos mais variados estilos de vida. Na
cultura humana, figura da mitologia às superstições,
passando por personagens de desenhos
animados, tiras de jornais,
filmes e contos de fadas.
Entre suas mais conhecidas representações, estão os gatos:
Tom, Frajola, Gato Félix,
Gato de Botas e
Garfield.
O gato doméstico foi denominado Felis catus por
Carolus
Linnaeus na sua obra Systema Naturae, de 1798.
Johann Christian Daniel von Schreber chamou de Felis
silvestris, o gato selvagem
em 1775. Desse modo , os gatos
caseiros são considerados uma das sub-espécies do gato selvagem.
Não é incomum, aliás, o cruzamento entre gatos domésticos e
selvagens, formando espécimes híbridos.[5]
Pelas regras de prioridade do Código Internacional de
Nomenclatura Zoológica, o nome das espécies domésticas deveria
ser Felis catus. No entanto, na prática, a maioria dos
biólogos utilizam
Felis silvestris para as espécies selvagens e Felis
catus somente para as formas domesticadas. Na opinião n.º
2027, publicada no Volume 60 (Parte I) do Bulletin of
Zoological Nomenclature (31 de março de
2003),[6]
a Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica
confirmou a utilização de Felis silvestris para denominar
o gato selvagem e Felis silvestris catus para as
sub-espécies domesticadas. Felis catus segue sendo válido
para a forma domesticada, se esta for considerada uma espécie
separada.[7]
Johann Christian Polycarp Erxleben denominou o gato doméstico de
Felis domesticus em suas obras Anfangsgründe der
Naturlehre e Systema regni animalis, de 1777. Este nome
e as suas variantes Felis catus domesticus e Felis
silvestris domesticus não são nomes científicos válidos
segundo as regras do Código Internacional de Nomenclatura
Zoológica.
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História e domesticação
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Os gatos domésticos atuais são uma adaptação evolutiva dos
gatos selvagens.
Cruzamentos entre diferentes espécimes os tornaram menores e menos
agressivos aos humanos.[8] Os
gatos foram domesticados primeiramente no Oriente Médio
nas primeiras vilas agriculturais do Crescente
Fértil.[9][10]
Os sinais mais antigos de associação entre homens e gatos datam de
9 500 anos atrás e foram encontrados na ilha de Chipre.[10]
Quando as populações humanas deixaram de ser nômades, a vida das
pessoas passou a depender substancialmente da agricultura. A
produção e armazenamento de cereais, porém,
acabou por atrair roedores. Foi nesse
momento que os gatos vieram a fazer parte do cotidiano do ser
humano.[4]
Por possuírem um forte instinto caçador, esses animais
espontaneamente passaram a viver nas cidades e exerciam uma
importante função na sociedade: eliminar os
ratos
e camundongos, que
invadiam os silos de cereais e outros
lugares onde eram armazenados os alimentos.[9][10]
Registros encontrados no Egito, como gravuras,
pinturas e estátuas de gatos,
indicam que a relação desse animal com os egípcios data
de pelo menos 5 000 anos.[11]
Elementos encontradas em escavações indicam que, nessa época, os
gatos eram venerados e considerados animais sagrados.[12]
Bastet (Bast ou Fastet),
a deusa da fertilidade e da felicidade, considerada benfeitora e
protetora do homem, era representada na forma de uma mulher com a
cabeça de um gato e frequentemente figurava acompanhada de vários
outros gatos em seu entorno.[13][14]
Na verdade, o amor dos egípcios por esse animal era tão intenso
que havia leis proibindo que os gatos fossem "exportados".[15]
Qualquer viajante que fosse encontrado traficando um gato era
punido com a pena de morte.
Quem matasse um gato era punido da mesma forma e, em caso de
morte natural do
animal, seus donos deveriam usar trajes de luto.[16]
Não tardou para que alguns animais fossem clandestinamente
transportados para outros territórios,[17]
fazendo com que a popularidade dos gatos aumentasse. Ao chegarem à
Pérsia antiga,
também passaram a ser venerados e havia a crença de que, quando
maltratados, corria-se o risco de estar maltratando um espírito amigo,
criado especialmente para fazer companhia ao homem durante sua
passagem na Terra. Desse modo,
ao prejudicar um gato, o homem estaria atingindo a si
próprio.[13]
Devido ao fato de serem exímios caçadores e auxiliarem no
controle de pragas, por muitos séculos os gatos
tiveram uma posição privilegiada na Europa cristã. Porém, no
início da Idade Média, a
situação mudou: gatos foram acusados de estarem associados a maus
espíritos e, por isso, muitas vezes foram queimados juntamente com
as pessoas acusadas de bruxaria.[18]
Até hoje, ainda existe o preconceito de que as bruxas têm um
gato preto de
estimação, sendo esse animal associado aos mais diversos tipos de
sortilégios; dependendo da região, porém, podem ser considerados
animais que trazem boa sorte. É muito comum ouvir histórias de
sorte e azar associadas aos
animais dessa cor.[19]
Desde tempos imemoriais os gatos auxiliam os humanos na prevenção
de roedores, especialmente em áreas agrícolas.
Winston
Churchill afaga o gato que era mascote do navio militar HMS
Prince of Wales (53), agosto de
1941.
Ao fim da Idade Média, a aceitação dos gatos nas residências
teve um novo impulso, fenômeno que também se estendeu às embarcações,
onde os navegadores os mantinham como mascotes. Conhecidos como
gatos de navios,
esses animais assumiam também a função de controlar a população de
roedores a bordo da
embarcação.[18]
Com o passar do tempo, muitos gatos passaram a ser considerados
animais de luxo, ganhando uma boa posição do ponto de vista social,
sendo até utilizados como "acessórios" em eventos sociais pelas
damas. Nessa época, o gato começou a passar por melhoramentos
genéticos para exposições, começando assim a criação de raças
puras, com pedigree. Uma das
primeiras raças criadas para essa finalidade foi a Persa, que ficou
conhecida após sua introdução no continente europeu, realizada pelo
viajante italiano Pietro Della
Valle.[20]
A primeira grande exposição de
gatos aconteceu em 1871, em Londres. A partir
desse momento, o interesse em se expor gatos desenvolvidos dentro
de certos padrões propagou-se por toda a Europa.[5]
Atualmente, os gatos são animais bastante populares, servindo ao
homem como um bom animal de companhia, e ainda continuam sendo
utilizados por agricultores e navegadores de diversos países como
um meio barato de se controlar a população de determinados
roedores. Devido ao fato de sua domesticação
ser relativamente recente, quando necessário convertem-se
facilmente à vida selvagem, passando a viver em ambientes
silvestres, onde formam pequenas colônias e caçam em
conjunto.[5]
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Características
Os gatos, geralmente, pesam entre 2,5 e 7 kg; entretanto,
alguns exemplares, como o Maine Coon, podem
exceder os 12 kg. Já foram registrados exemplares com peso
superior a 20 kg, devido ao excesso de alimentação.[21]
Em cativeiro, os gatos vivem tipicamente de 15 a 20 anos, porém
o exemplar mais velho já registado viveu até os 36 anos.[22] Os
gatos domésticos têm a expectativa de vida aumentada quando não
saem pelas ruas, pois isso reduz o risco de ferimentos ocasionados
por brigas e acidentes. A castração
também aumenta significativamente a expectativa de
vida desses animais, uma vez que reduz o interesse do animal
por fugas noturnas e também o risco de incidência de câncer de
testículos e
ovários.[23]
Gatos selvagens que vivem em ambientes urbanos têm expectativa
de vida reduzida. Gatos selvagens mantidos em colônias tendem a
viver muito mais. O Fundo Britânico de Ação para Gatos (British
Cat Action Trust[24])
relatou a existência de uma gata selvagem com cerca de 19 anos de
idade.[25]
Os gatos possuem trinta e dois músculos na
orelha, o que lhes
permite ter um tipo de audição
direcional, movendo cada orelha independentemente da outra. Assim,
um gato pode mover o corpo numa direção, enquanto move as orelhas
para outro lado.[26]
A maioria dos gatos possui pavilhões auditivos orientados para
cima. Diferentemente dos cães, gatos com orelhas
dobradiças são extremamente raros. Os Scottish
Folds são uma das exceções a essa regra, devida a uma série de
mutações
genéticas. Quando irritados ou assustados, os gatos repuxam os
músculos das
orelhas, o que faz com que elas se inclinem para trás.
O método de conservação de energia dos gatos compreende
dormir
acima da média da maioria dos animais, sobretudo à medida que
envelhecem. A duração do período de sono varia entre 12–16
horas, sendo de 13–14 horas o valor médio. Alguns espécimes,
contudo, podem chegar a dormir 20 horas num período de 24
horas.[23]
O gato doméstico costuma dormir durante a maior parte do dia para
conservar sua energia.
A temperatura normal
do corpo desses animais varia entre 38 e 39 °C. O animal é
considerado febril quando tem a
temperatura superior a 39,5 °C, e hipotérmico quando
está abaixo de 37,5 °C. Comparativamente, os seres humanos têm
temperatura normal em torno de 37 °C. A pulsação do coração desses
pequenos mamíferos vai de 140 a 220 batidas por minuto e depende
muito do estado de excitação do animal. Em repouso, a média da
freqüência
cardíaca fica entre 150 e 180 bpm.[26]
Um adágio popular
diz que os gatos caem sempre de pé. Geralmente, o ditado
corresponde à realidade, mas não é uma regra fechada. Durante a
queda, o gato consegue, por instinto, girar o corpo
e prepará-lo para aterrar em pé, utilizando a cauda para dar
equilíbrio
e flexibilidade. Os
gatos sempre se ajeitam do mesmo modo, desde que haja tempo durante
a queda para fazê-lo; deste modo, são capazes de suportar quedas de
muitos metros, visto que, durante a queda, chegam a uma
velocidade-limite na qual suportam o impacto com o chão. Algumas
subespécies sem cauda são exceções a esta regra, já que o gato
conta com a cauda para conservar o momento angular,
necessária para endireitar o corpo antes do pouso. Assim como a
maioria das espécies de mamíferos, os gatos são capazes de
nadar. No
entanto, somente o fazem quando extremamente necessário, como em
caso de queda acidental na água.[27]
Assim como os cães, os gatos são digitígrados:
andam diretamente sobre os dedos; os ossos das suas
patas
compõem a parte mais baixa da porção visível das pernas. São capazes
de passos precisos, colocando cada pata directamente sobre a pegada
deixada pela anterior, minimizando o ruído e os trilhos
visíveis.[26]
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Alimentação
Gato recém-nascido sendo alimentado a
leite.
Os gatos, como caçadores, alimentam-se de insetos, pequenas
aves e
roedores. Os gatos
não-domesticados, abandonados e sem dono, ou gatos domesticados que
se alimentem livremente, consomem entre 8 a 16 refeições por dia.
Apesar disso, os animais adultos podem adaptar-se a apenas uma
refeição por dia.[28]
Biologicamente, os gatos são classificados como animais carnívoros, tendo
a sua fisiologia orientada
para a eficiência no processamento de carne, com consequente
ausência de processos eficientes para a digestão de vegetais.
Os gatos não produzem a sua própria taurina (um ácido
orgânico essencial). Como essa substância está presente no
tecido muscular dos animais, o gato precisa se alimentar de carne
para sobreviver. Assim, os gatos apresentam dentição e aparelho
digestivo especializado para processamento de carne. O
intestino diminuiu de
extensão ao longo da evolução para ficar apenas com os segmentos
que melhor processam as proteínas e
gorduras de origem
animal.[29] O
aparelho digestivo limita seriamente a capacidade dos gatos de
digerir, metabolizar e
absorver
nutrientes de origem vegetal, bem como certos ácidos
graxos.
A taurina é rara em plantas, mas relativamente abundante nos
tecidos dos
animais, sendo um aminoácido de
grande importância para a saúde dos olhos dos
gatos, de modo que a deficiência dessa substância pode causar uma
degeneração
macular, na qual a retina sofre destruição
lenta e gradual, podendo causar uma cegueira irreversível
no animal.
A evolução tornou os gatos excelentes caçadores.
Apesar da fisiologia do gato ser essencialmente orientada para o
consumo de carne, é comum que os gatos complementem a sua dieta
carnívora com a ingestão de pequenas quantidades de ervas, folhas,
plantas domésticas ou
outros elementos de origem vegetal. Uma teoria sugere que este
comportamento ajuda os gatos a regurgitar
em caso de difícil digestão; outra teoria aponta que ingerir
pequenas doses de vegetais fornece fibras e minerais diversos, não
presentes em uma dieta exclusivamente carnívora. Neste contexto, é
necessária prudência aos donos dos gatos porque algumas plantas
podem ser venenosas para os
animais.[30]
As folhas de algumas espécies de lírios podem causar
dano nos rins, que pode mesmo ser
fatal; também as plantas do género Philodendron
são venenosas para os gatos.[31]
Outro exemplo é o do abacateiro, do qual
algumas partes são tóxicas,
mas cujo fruto (exceto o caroço) é um ingrediente em várias marcas
de comida para gatos.[32]
Os gatos são bastante seletivos em sua alimentação, o que pode
ser decorrente, pelo menos em parte, da mutação que causou à
espécie a perda da capacidade de detectar o sabor doce nos
alimentos. Apesar de exigentes, precisam alimentar-se
constantemente, pois, de modo geral, não toleram mais de 36 horas
de jejum sem que os seus rins sofram algum risco de dano.[33]
O gato exibe alguma preferência pela planta designada por
nepeta, popularmente
conhecida como erva-dos-gatos, ou catnip. Muitos
gatos gostam de comer esta planta, que tem efeitos diversos no seu
comportamento, enquanto outros apenas rastejam sobre esse vegetal e
brincam com suas folhas e flores.[34] Os
gatos também podem sofrer de distúrbios alimentares diversos.
Alguns contraem uma doença chamada pica,[35] que
consiste em um transtorno que os impele a mastigar objetos alheios
a sua dieta, tais como terra, plástico,
papel, lã, carvão e outros
materiais, o que pode ser perigoso para a sua própria
sobrevivência, dependendo da toxicidade desses
materiais.[30]
O meio de alimentação mais recomendado para os gatos domésticos
é o consumo livre, ou seja, deve-se procurar deixar o alimento à
vontade para o animal ao longo do dia. Essa prática tem a vantagem
de diminuir o pH da urina, evitando, desse
modo, a formação de cálculos
renais. No entanto, alguns veterinários
costumam recomendar que o dono controle a quantidade de alimento
ingerida, oferecendo ao gato porções limitadas, visando evitar que
o animal fique com sobrepeso.[36]
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Comportamento
Uma gata amamentando seus filhotes.
O temperamento dos
filhotes varia conforme a ninhada e a socialização.
Os gatos de pelo curto tendem a ser mais magros e fisicamente mais
ativos, enquanto os gatos de pelo comprido tendem a ser mais
pesados e letárgicos. Entretanto, a maioria dos gatos partilha um
mesmo comportamento: são extremamente curiosos. Não é por
acaso que existe um dito popular que diz "A curiosidade matou o
gato". Quando abandonados em áreas remotas, distante da
sociedade humana, filhotes de gatos podem converter-se ao meio de
vida selvagem, passando a caçar pequenos animais para
sobreviver.[37]
A expectativa de vida de um gato de rua é de apenas três anos. Já
um gato que seja cuidado por humanos pode superar os 20 anos de
idade.[38]
O gato no estado selvagem é um animal
muito social, chegando a estabelecer colônias mais ou menos
hierarquizadas. Possui um instinto natural de
caça. Mesmo quando domesticados, os machos tendem a marcar o seu
território com urina. Os gatos possuem um
cérebro bastante evoluído, sendo capazes de sentir emoções. Podem
sofrer diversos distúrbios psicológicos, tais como estresse e depressão.
Assim como um ser humano, quando estressados, tendem a ter um
comportamento neurótico.[23]
Esses animais costumam copular
somente quando a fêmea entra no
cio.
Este pode ocorrer várias vezes ao longo de um ano e dura aproximadamente
uma semana. O macho procura
cercar a fêmea, que tenta resistir ao máximo à cópula. Se o macho é
hábil, ele conseguirá mordê-la na parte posterior do pescoço,
imobilizando-a. Até conseguir isso, é comum que os dois soltem
miados altos, diferentes do miado usual. A penetração
é dolorosa. A cópula estimula o ínicio do processo de ovulação das
fêmeas: elas têm sensores nervosos que, com a dor, ativam o
processo. Desse modo, poucos óvulos são
perdidos.[26]
A mãe amamenta a sua cria.
Sua velhice ocorre de forma
abrupta, não sendo gradual como a humana. Dura aproximadamente um
ano e finda com a morte. É possível que o
gato tenha doenças típicas da idade avançada, como catarata
e perda olfativa. Nesta fase, o
animal geralmente dorme durante todo o dia, mostrando extremo
cansaço e fraqueza muscular.[39]
As fêmeas apresentam um temperamento variável: podem simular
ignorar seu dono, dar atenção a ele, ronronar ou fugir sem razão
aparente. O comportamento dos gatos depende de cada indivíduo, do
momento do dia e até mesmo das condições climáticas.
Enquanto um felino pode ser muito sociável, o outro pode ser
completamente arisco. Alguns gatos ficam agitados e aversos ao
contato com humanos à noite. Ainda é possível observar que alguns
desses animais ficam agitados quando uma tempestade está por vir,
outros adotam uma posição defensiva, em que ficam deitados com as
patas recolhidas, aguardando o início da chuva. Devido a variações
constantes em seu humor, é possível dizer que, na maioria das
vezes, o temperamento de um gato é imprevisível. Em algumas
ocasiões, um gato filhote pode apresentar variações de energia,
ficando algumas vezes mais calmos, outras mais agitados. Gatos
adultos mantêm-se calmos por mais tempo que gatos pequenos, por
serem maiores e mais pesados.[5]
Os gatos são animais muito higiênicos, sendo que passam muitas
horas por dia cuidando da limpeza de seus pelos. Para isso,
utilizam a superfície áspera de suas línguas para remover
partículas de pó e sujeira. Devido ao modo que tratam da sua
higiene, lambendo-se e ingerindo muito pelos, os gatos
eventualmente regurgitam esse material na forma de pequenas bolas
contendo suco gástrico e material piloso. [40]
Outro aspecto característico da higiene desses felinos é o fato
dele enterrar a sua urina e fezes, evitando assim
que o cheiro denuncie sua presença a uma possível presa ou
predador. Com isso, quando o gato é criado em locais sem a presença
de solo exposto, há a necessidade de se manter uma caixa com
areia
sanitária à sua disposição, sendo que instintivamente ele irá
utilizá-la para o descarte de seus resíduos fisiológicos. Alguns
fabricantes disponibilizam areias perfumadas para eliminar o cheiro
forte que suas fezes poderiam deixar em um ambiente fechado (casas
e apartamentos). [41]
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Ciclo biológico
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Reprodução
O gato apresenta vários ciclos reprodutivos ao longo do ano, que
podem durar de 4 a 7 dias. Durante esse período, as gatas miam mais
frequentemente e vários gatos podem lutar por uma mesma fêmea no
cio; o
vencedor ganha o direito de copular. Ainda que a fêmea, a
princípio, rechace a relação
sexual, ela acaba aceitando o macho. Depois da cópula, a fêmea
se limpa e pode ficar muito violenta até que termine todo o ato do
acasalamento, uma vez que o ciclo se repita. As gatas podem ter
cada óvulo fecundado por um macho diferente, tendo assim, na mesma
ninhada, filhotes de pais diferentes.[30]
As gatas alcançam a maturidade sexual entre 4 a 10 meses de
idade, e os gatos entre 5 a 7 meses após o nascimento. A gestação
dura de 63 a 65 dias, aproximadamente e pode gerar de um a oito
filhotes.[30]
Os recém-nascidos devem manter-se com a mãe por 60 dias, já que
então o gatinho já terá recebido os nutrientes necessários.
Separá-los antes desse período seria um erro, devido à
possibilidade de que eles morram por falta de alimentação adequada.
Pode-se esterilizar os gatos, procedimento normalmente realizado em
machos antes que eles comecem a marcar território; isto deve evitar
que eles perpetuem esse comportamento ao longo de suas
vidas.
sábado 31 dezembro 2011 15:26